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Médico retirou quantidade de gordura maior que o permitido em paciente morta em BH

Lidiane Aparecida Fernandes Oliveira, de 39 anos, passou por procedimento em dezembro, mas morreu por imperícia e inobservância de regra técnica, segundo a Polícia Civil

Por Lucas Sanches | 28/04/2022 às 18:38
Divulgação/Arquivo Pessoal
Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

Paciente morreu horas após deixar a sala de cirurgia e apresentar reações

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu que o cirurgião plástico Lucas Mendes, de 34 anos, retirou quantidade de gordura maior do que o permitido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) da paciente Lidiane Aparecida Fernandes Oliveira, de 39 anos. Após a oitiva de 18 pessoas, dentre familiares e médicos, além de exames de perícia, o profissional foi indicado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Os detalhes foram divulgados em entrevista coletiva da delegada Lígia Barbieri nesta quinta-feira (28). Segundo ela, a vítima se queixou de dores logo após o procedimento, quadro que evoluiu até a transferência dela ao hospital onde morreu na madrugada de 7 de dezembro do ano passado. 

"A perícia concluiu que foram retirados 9.320 ml de gordura do corpo da paciente, o que corresponde a 10,02% do peso corporal. Segundo a resolução 1711/2003 do Conselho Federal de Medicina, para o procedimento de lipoaspiração, essa porcentagem não pode superar 7%", detalhou.

Em depoimento, o médico confirmou que fez o procedimento dentro das normas e não houve intercorrências. A vítima apresentou reações apenas na sala de recuperação, onde já não era mais acompanhada por ele. A versão foi confirmada pelas câmeras de segurança do local. Segundo a PC, ele sabia das regras, mas não as cumpriu.

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