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‘Caso Cazares’: Diretor diz que Atlético aguardará conclusão do inquérito para tomar providências

Por Redação, 10/09/2019 às 17:05
atualizado em: 11/09/2019 às 15:10

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Foto: Bruno Cantini/Atlético
Bruno Cantini/Atlético

O diretor de futebol do Atlético, Rui Costa, fez um pronunciamento na tarde desta terça-feira a respeito do episódio envolvendo o meia Cazares, acusado de estupro e lesão corporal por duas mulheres que participaram de uma festa na casa do jogador no último domingo (8). De acordo com o dirigente alvinegro, o clube irá aguardar a conclusão do inquérito policial para tomar as providências em relação à parte esportiva.

Rui Costa destacou a relevância que o fato ganhou na mídia, mas ressaltou que não se pode fazer pré-julgamentos.

“Nós entendemos que era importante fazer essa manifestação após o dia de ontem. Diante da repercussão que o fato ganhou nas mídias, no cenário brasileiro e até no cenário internacional, gostaria de dizer ao torcedor o que o Atlético está fazendo diante deste episódio, que precisa ser apurado para que não se cometa injustiça e para que não tenhamos pré-julgamentos definitivos que podem colar no atleta algo que ele não fez”, disse.

De acordo com as supostas vítimas, Cazares teria agredido as duas. Já uma delas o acusa ainda de ter passado as mãos em suas partes íntimas. O delegado Marcelo Mandel, que está à frente do caso, informou que não efetuou a prisão em flagrante do jogador, pois, até o momento, não há elementos consistentes que possam comprovar o abuso sexual ou até mesmo as agressões físicas.

Ao longo do dia, os envolvidos na confusão foram ouvidos. No total, sete pessoas estiveram na delegacia de Vespasiano: as duas mulheres que acusam Cazares, três amigos do jogador, um primo dele, além do próprio atleta, que nega qualquer agressão e abuso sexual.

Após colher os depoimentos dos envolvidos, a Polícia Civil continuará investigando o caso. Já o Atlético vai esperar o término das diligências para tomar providências em relação à Cazares.

“Nós vamos aguardar as conclusões do inquérito, o que vai ser apontado pelas autoridades para que possamos ter o nosso desdobramento”, disse Rui Costa. “O atleta já sabe que essa conduta, pela forma como ela nasce, pela forma como ela é exposta e pela forma como ela torna público um tema que atinge não só ele, como também as denunciantes, mas atinge ao clube, a coletividade, ao torcedor, a marca Atlético. Ele tem que entender que isso não pode acontecer, pois gera um desgaste muito grande”, acrescentou.

De acordo com Rui Costa, o Atlético teve acesso aos depoimentos. O dirigente informou que conversou com a advogada do meia e com o próprio jogador.

“Também é importante que o torcedor saiba que nós não vamos nos omitir e que temos plena consciência do que isso gerou de repercussão negativa para o clube, para os seus colegas, para ele e para a instituição. É por isso que conversei com ele hoje. Esperamos ontem a apuração dos fatos e tivemos acesso ao depoimento das pessoas envolvidas no episódio”, afirmou.

“Conversei demoradamente com a advogada do atleta que me expôs com muito cuidado o que está acontecendo até então. Há uma convergência de depoimentos que dão conta que a versão do atleta é a versão, digamos, que tem mais aparência de verdade. Mas, assim como não se pode fazer qualquer tipo de pré-julgamento do atleta, também não se pode fazer um pré-julgamento de quem denuncia”, completou.

Enquanto o inquérito não é concluído, Cazares continuará trabalhando normalmente na Cidade do Galo. “O atleta vai desempenhar sua atividade profissional, ele tem que cumprir, inclusive disse isso a ele. Ele deixou muito claro que quer estar à disposição para trabalhar. Mas não significa que ele está escalado, isso é uma decisão técnica que passa pelo Rodrigo Santana”, finalizou Rui Costa.

Entenda o caso

Cazares, os amigos, as duas mulheres e outras pessoas participavam de uma festa na casa do jogador na noite do último domingo (8), quando, em determinado momento, o meia teria desconfiado do comportamento das duas mulheres em razão das idas frequente da dupla ao banheiro. Ele teria pedido para uma amiga conferir e ela viu que as duas estavam cheirando 'loló'. Cazares teria ficado indignado e, com ajuda dos colegas, expulsou as duas da festa, dando início ao tumulto. 

As mulheres dizem que foram agredidas quando expulsas. Além disso, uma das garotas diz que tinha R$ 4 mil em uma bolsa e que o dinheiro sumiu. As duas garotas dizem também que o jogador teria oferecido R$ 10 mil para que elas não denunciassem o caso à Polícia Militar. No entanto, o jogador diz o contrário: que as duas pediram o dinheiro.

No local, a polícia apreendeu um frasco contendo uma substância que, para os militares, se assemelha ao 'loló'. Ainda de acordo com a PM, uma das mulheres admitiu que usou a droga na festa.

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